REFLEXSONS


La La Land - A volta da magia musical ao cinema



Fazia tempo que não saía feliz do cinema. Depois de assistir ao tão falado La La Land, saí agradecido por ter visto e ouvido a magia do musical de volta ao cinema. Nos dez primeiros minutos do filme, um número musical em plano sequência, a gente fica meio assim, sem saber direito o que vai rolar. A iluminação é diferente, o figurino e cenário remetem aos anos 50, 60, sei lá. De repente tem celular e carros modernos, aí a gente se situa nos dias atuais. A história, o roteiro, a inserção das músicas, os arranjos, a própria sonoridade do filme como um todo, tudo se encaixa perfeitamente no resgate daquela magia de antigamente, quem já assistiu aos musicais de outrora vai entender e captar melhor a essência desse filme. São muitas referências em luz, cenas, cenários, figurinos, até diálogos, que nos remetem ao nostálgico, mas sem ser piegas nem chato, pelo contrário, recriam deliciosamente um clima das antigas, com um extremo bom gosto e renovação, usando bem a tecnologia, traçando cenas de uma beleza plastica simples mas, ao mesmo tempo exuberante, quando necessário e delicadamente suave nas horas certas.

Os protagonistas Emma Stone e Ryan Gosling, estão ótimos e bem sintonizados, tipo um complementa o outro. Coreografias em plano sequência, que encantam, músicas bem inseridas, fotografia agradável, e claro, música muito bem incorporada ao projeto como um todo. A história tem os ingredientes básicos de um bom espetáculo, com drama, humor, conflito, closes, tudo bem alinhado, coerente e  bem dirigido. 

Não sou crítico de cinema, e claro, estou falando mais com o coração, mas após os  dez minutos iniciais do filme, me plantei na confortável cadeira do cinema e me entreguei ao delicioso mundo mágico do musical. Ao final, a vontade é de aplaudir, deixar o sorriso no rosto e esperar que venham mais filmes assim por aí. 

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