REFLEXSONS


Sem data marcada

Todo ano é a mesma coisa. Por mais que eu diga que não gosto de natal e ano novo, por mais que procure lugares onde não seja preciso participar dessas comemorações de multidões entusiasmadas de extrema felicidade em desejar feliz natal e ano novo, não tem jeito, acabo caindo nessa rede. Posso até parecer mais chato do que já sou mas, não, apenas não gosto mesmo. Não me sinto bem, junto desses grupos em sua maioria, bem numerosos, cheios de gritaria, música alta, geralmente de péssimo gosto, bebidas em profusão e modos largos demais, como se todos tivessem que abraçar todos no menor tempo possível. Isso, pra mim, gera um engarrafamento de falta de educação extrema, com muita gente querendo ser tão agradável ao mesmo tempo que vira um caldeirão de gentilezas exageradas e que, em sua maioria soam falsas e perfeitamente dispensáveis. Nesses dias festivos, natalinos e festeiros, preferiria sempre lugares calmos e agradáveis (como se houvessem), onde pudessem estar algumas poucas pessoas, parentes, amigos, ou não, não importa, que quisessem compartilhar algumas horas de boa conversa, boa música, comida e bebida simples e de boa qualidade e, principalmente interesses comuns de compartilhar o bem e o desejar sempre o melhor para os outros, sem a necessidade doentia de mostrar isso através de presentes ou sorrisos e abraços carregados de falsidades e maquiagens sociais.

Por isso prefiro me desdobrar, durante todo o ano, sem marcar datas, em ser alguém melhor a cada dia. Alguém com capacidade de me transformar sempre, de acordo com os ditames do destino, buscando a renovação humana e o aprimoramento dos sentimentos e respeito que devemos ter conosco e com os outros. Busco sempre cultivar a bondade no coração e produzir uma pessoa melhor em mim, para que assim possa gostar de mim mesmo e produzir o melhor para os outros, contribuindo para uma melhor convivência e bem estar onde vivo. E, por conseguinte, contribuindo também, com a minha melhor parte para o mundo. Tendo como base o entendimento de que sou filho de um Deus Pai criador, o que me faz irmão de todas as outras pessoas, por isso, devendo cultivar e promover o amor onde quer que eu esteja. Se acredito nisso, devo então, sempre, procurar a melhor maneira de conviver entre esses irmãos tão diferentes, munido de respeito ao próximo, amor fraterno e extrema capacidade de aceitação do mundo, das pessoas e seus contrastes. 

E por aí vou seguindo. Não deixo para felicitar e desejar bons fluidos, paz, amor e saúde, em datas marcadas por aniversários ou por conveniências comerciais, religiosas ou sociais. Saio por aí simplesmente, tentando melhorar a mim mesmo dia a dia, e, aproveito para abraçar as pessoas, desejar o bem, descobrir o bem de cada um e multiplicar o máximo possível, o amor do Pai que nos é dado de graça e sem qualquer cobrança. Faço todo o bem possível que me é possível, sem datas marcadas, ou convenções, ou modismos. Apenas sigo em frente, acreditando na beleza e na inteligência da criação do nosso Deus Pai. Apenas confio.

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1 comentários:

  1. Adorei o
    "engarrafamento de falta de educação"!

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