REFLEXSONS


Luan, o Santana Animado

Numa noite dessas, zapeando por entre os canais de tv paga, vi umas cenas de um show do Luan Santana e por um momento, enquanto assistia, fiquei achando que aquele cara não é real. Pareceu-me uma brincadeira digital que deu errado, como se algum cientista louco tivesse inventado um robot assexuado sem saber pra qual utilidade. O rosto do cara é todo falso, baton milimetricamente aplicado, sobrancelha bem feitíssima, pele perfeitamente retocada, nem parece pele, acho que não é pele. Cabelo? Misericórdia, cada fio parece que foi colocado no lugar correto, na quantidade exata, com a textura e tamanhos programados para não assanharem. E o olhar? O olhar é imbecilmente assustador. Ele não olha, ele arregala os olhos e, quanto mais ele olha pra você ou pras câmeras, mais você tem a impressão que ele tá olhando pra ele mesmo. E a voz ? Melhor que ele silenciasse, pois, calado talvez parecesse mais humano (será?). Mas a cada som emitido, garotas gritavam e apitavam com agudos horríveis, como se entrassem em uma agonia desesperada. Só depois percebi que aquilo era a reação das fãs ao que chamavam de musica. Tudo bem, pelo que se diz de música agora, qualquer barulho vendável pode ser chamado assim. Onde “Ai se eu te pego,ai...” é um verso de canção e apelidam de poesia, pode se imaginar as atrocidades musicais existentes. Voltando ao Santana, o Luan, e ele se requebra, e se balança, e coreografa, e se olha, e se alisa, e se vislumbra, e se apalpa e parece que ele mesmo se adora. Continuo achando que aquilo era uma animação da Disney ou Pixar. Ainda bem que existem outras coisas muito bem inventadas como o controle remoto. E resolvem fácil fácil. Pronto, mudei de canal. Ufa!

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