REFLEXSONS


"Feicedependência"


Dias atrás, postei em meu facebook o texto abaixo, o qual me rendeu alguns “deletes”, alguns pouquíssimos “curtir” e acho, algumas torcidas de nariz ou quem sabe prováveis xingamentos não postados em resposta. Enfim, acho que algumas pessoas se viram e se reconheceram nas palavras do texto. Tomara.  

Viva o “feice"
Pois é, eu tava errado. Andei reclamando das postagens babacas e ridículas que se colocam nesse “feice”, tipo: mensagens evangélicas e religiosas, em geral bobas e insignificantes, conselhos de auto ajuda capengas,  recados pessoais, declarações de “como estou me sentindo hoje”, anúncios maravilhosos e cheios de inspiração como, “to com sono”, “ai que fome”, “que saudade”, “cagando”, enfim, coisas muito significantes para o dia a dia. Pois é, é isso mesmo, estava completamente errado, isso aqui (o facebook) tanto pode ser uma mesa de bar, como uma sala de estar, um confessionário, um consultório, ou uma esquina, uma beira de calçada, uma porta de igreja, um banheiro público, uma cama compartilhada, um intervalo de lanche, um encontro de amor, uma azaração,  um quarto escuro, uma zona qualquer, uma sala de aula, ou qualquer coisa que o valha. Então vou deixar frescura e pudores de lado e gastar meu imenso tempo de sobra influindo e contribuindo com coisas mais edificantes e substanciais, coisas que elevem a alma e engrandeçam o espírito desse povo feicebuqueano. Isto é, com absolutamente merda alguma. A partir de agora entro realmente nesse “feice”, mostrando quem sou de verdade. Uma pessoa cheia de qualidades fictícias e maravilhosas, com humores e conselhos tão indispensáveis que poderão ser guardados na descarga de qualquer latrina, uma vibração de vida tão grande e impactante quanto um louco torcedor de futebol que troca sua família e sua vida pelo seu time.  Agora sim, poderei ser amado por todos, “laikado” incessantemente e seguido por quiçá, zilhões de “facepessoas” tão maravilhosas, verdadeiras e compartilhadoras por esse mundão afora. Viva o “face”, o universo é o limite.
Um grande “facekisse” para todos.

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