REFLEXSONS


Ô bixim gostoso

Dia desses, num quente fim de tarde, passeando pelo centro (pois é aqui na minha cidade se diz ir ao centro ou ao comércio) sem ter muito o quê fazer decidi parar numa lanchonete pra tomar um refrigerante. Antes de pedir o tal refri olhei no balcão dos doces uma bandeja com uma coisa que nunca tinha visto. E aquilo me atraiu as vistas e a gula. Primeiro porque era uma coisa redonda feito um pequeno bolo, totalmente recoberto com chocolate. Não sei a senhora, Dona Maria ou o senhor, Seu Zé, uma coisa eu digo, se tem um negócio que me chama atenção é o tal do chocolate, seja ele em que forma for. Seja sorvete, bolo, torta, brigadeiro, em barra, em forma, em calda, na gota serena que for. Sendo chocolate, o olho acha e a gula comanda o resto. Bom, cá estou eu de novo no desvio do assunto. Voltando pra lanchonete, observando aquele doce estranho que não sabia como classificar, se doce, se sobremesa se bombom, se sei lá. Chamei a moça e perguntei o que era a iguaria. E ela do jeito mais simples do mundo, como se aquilo não passasse de um salgadinho qualquer, olhou rapidamente pra direção onde meu dedo guloso apontava e disse – É alfajor – e saiu apressada para atender outro cliente.
Alfajor ? Meu Deus que nome é esse ? Nunca na minha vida tinha ouvido aquele nome estranho. E mais estranho ainda por se tratar de um doce apetitoso daqueles. Alfajor. Isso lá é nome de doce! Será que ouvi bem? Chamei a moça de novo e disse – Moça me dê um negócio desses e um refrigerante. A dita cuja e apressada moça pegou um prato, retirou a bandeja do balcão e, contra toda pressa do movimento da lanchonete, retirou delicadamente dois alfajores  (não sei se o plural é assim) e os colocou com todo cuidado no branquíssimo prato de louça, tendo o cuidado de colocar um guardanapo de papel no prato, antes de deitar os doces em cima (aquele movimento parecia em câmera lenta). Fiquei surpreso pela delicadeza contrastante com o movimento meio frenético da lanchonete e mais ainda por me servir dois doces, se eu tinha pedido um apenas.
Quando ela (a moça apressada) colocou o prato e o refrigerante em minha frente, abaixou-se um pouco e falou como que pra ninguém mais ouvir – Pela maneira do senhor olhar pros doces, eu tenho certeza que o senhor não vai se contentar só com um.  Deu um sorriso rápido e voltou à sua pressa normal.
E não é que ela tinha razão. O tal alfajor é deliciosamente bem vindo ao paladar pra quem gosta de chocolate misturado com quase tudo. Comi o primeiro descobrindo o sabor crocante e suave da massa recheada com leite condensado e o segundo o mais devagar possível prestando atenção de novo em todos os sabores misturados a cobertura de chocolate. Pronto. Virei fã do alfajor. Se avexe não que vou dizer o que é esse bixim gostoso demais. Afinal de contas a internet serve pra esclarecer essas coisas também.

Alfajor  (pronuncia-se alfarror)
É um doce tradicional da EspanhaArgentinaChilePeruUruguai e outros países ibero-americanos , mas originalmente criado no Equador. O nome vem do árabe al hasu e significa recheado.
O doce é composto de duas ou três camadas de massa, que após assadas devem ser levemente crocantes e macias, quase esfarelando, mas firmes, e com recheio de doce de leite, coberto com chocolate derretido ou polvilhado com açúcar de confeiteiro. Com o passar dos anos, entretanto, a receita tradicional foi perdendo espaço para sabores de alfajor novos e exóticos.
Muito popular na Argentina , o doce é considerado um ícone da cultura do País, onde são consumidos seis milhões de alfajores todos os dias de mais de uma centena de marcas. A mais famosa delas, Havanna, data de 1948 e possui mais de cento e oitenta lojas no país. (Fonte: Wikipédia)

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